Progressão de carreira

A vida dos desenvolvedores de software começa, na maioria das vezes, nos campos verdejantes do Estágio. Eles observam o pessoal que a empresa chama de Sênior falando coisas que não fazem sentido sobre testes, requisitos, resolvendo problemas com tecnologias dignas da atenção de um paleontólogo. Carregam consigo um olhar petulante e a crença de que iniciarão uma revolução com todas as técnicas e ferramentas que apresentarão a seus colegas antiquados.

A certeza irredutível do estagiário se transforma na certeza vacilante do júnior se transforma na incerteza do pleno se transforma na confiança resignada do sênior, que sabe tanto resolver problemas como quais soluções não funcionam, e tem uma palheta melhor de trade-offs para empregar em suas soluções. Este sênior, calejado, procura pelo seu futuro e não entende muito bem o que vê — isto quando vê alguma coisa.

Leonardo e Vitor falam sobre essa transformação do neófito heroico no sênior combalido, com ênfase no que é ser um programador com mais de 30 anos em uma indústria sedenta pelo olhar da juventude. Será que envelhecer programando é (prepare-se)… Inviável?

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